1.2.1 - é analisada a qualidade do ar nas salas de aulas, utilizando sensores de medição de CO2 atmosférico.
2- Fase de Intervenção
2.1 - Comunicação dos resultados do diagnóstico, a toda a comunidade escolar:
2.1.1 – através da página web da escola;
2.1.2 – pela equipa responsável pelo desenvolvimento deste projecto, numa actividade tradicional da escola designada “Feira da Saúde”, a 15 e 16 de Abril.
2.2 - Plano de Acção:2.2.1 - é dado a conhecer, em primeiro lugar, ao Conselho Executivo da Escola, dado que este órgão é responsável pela gestão financeira da escola e é a quem compete tomar medidas que envolvem recursos económicos;
2.2.2 – é dado a conhecer seguidamente, à restante comunidade educativa, propondo medidas de actuação no sentido de alteração de comportamentos (por exemplo: através da utilização de lembretes para colocação junto aos interruptores, mensagens no clube da rádio da escola, …);
2.2.3 – propor formação/sensibilização para os funcionários da escola, com o objectivo de estes desenvolverem práticas ambientais adequadas, nomeadamente a separação diferenciada do resíduos sólidos e o respectivo transporte até aos ecopontos próximos da escola, assim como a promoção da compostagem como processo de reutilização de materiais orgânicos produzidos na escola;
2.2.4 – candidatar este projecto a apoios financeiros através de programas comunitários e/ou nacionais, para tentar implementar as medidas consideradas economicamente mais dispendiosas;
2.2.5 – estabelecer parcerias com diversas entidades (por exemplo, com a Câmara Municipal local, para dar um contributo à Agenda 21 Local).
2.3 – ExecuçãoApós a apresentação do plano de acção, procuraremos envolver toda a comunidade educativa (professores, alunos e funcionários), para que em conjunto se desenvolvam esforços necessários à formação de indivíduos que sejam capazes de adoptar gestos adequados a um estilo de vida gerador de sustentabilidade conscientemente assumido.
A monitorização das medidas implementadas será realizada por uma equipa de alunos envolvidos neste projecto, à qual se poderão associar outros elementos, que terá a tarefa de verificar, monitorizando, as medidas que foram necessárias implementar, para resolver cada um dos problemas detectados de forma continuada.
Nesta fase contamos com a participação de um Técnico de Saúde Ambiental (Paulo Martins), do Centro de Saúde de Vila Verde, ao abrigo de uma parceria já existente, e na qual desempenhará o papel de consultor.
3. Considerações FinaisO presente trabalho fundamenta-se na convicção de que a metodologia adoptada constitui uma ferramenta para contribuir para a sustentabilidade ambiental. Alicerça-se, também, na pretensão de desenvolver um projecto que promova a criação do hábito de participação activa e de adopção de comportamentos diários simples no quotidiano, ao nível individual, e que seja difundido à esfera familiar e, por contágio, ao nível comunitário. Para além disso, como não nos satisfaz apenas trabalhar valores “Verdes”, esperamos possibilitar aos nossos alunos o questionamento crítico de valores estabelecidos pela sociedade (por exemplo, o consumismo), aspirando que se reflicta na prática.
A educação para a sustentabilidade não pode ser desenvolvida apenas através de actividades pontuais numa disciplina, ou até de alguns dias ou semanas, mas vivida dia-a-dia para que, num ambiente propício, gere eficácia (Guimarães, 1995). Esta continuidade do projecto será obtida através da formação de equipas de alunos de monitorização, de diversos níveis de escolaridade, que se irão renovando à medida que os mais velhos saem da escola.
No momento, a primeira etapa do projecto – diagnóstico – encontra-se na sua fase final, revelando alguns dados que contrariam as boas práticas ambientais, que nos permitem antever a necessidade de apresentar e executar um plano de acção.
Passos decisivos têm sido dados à escala mundial através do estabelecimento de importantes protocolos de entendimento entre muitos países, como é o caso do Tratado de Quioto de 1997 (Decisão
2002/358/CE). Numa primeira fase este acordo internacional estabelece que a UE e outros países desenvolvidos devem reduzir as suas emissões de CO2 e de outros gases com efeito de estufa, o que permitirá não só melhorar a qualidade do ar mas também obter a garantia da perenidade dos equilíbrios ecológicos, da diversidade da vida e dos recursos naturais, sem comprometer a satisfação das nossas necessidades de forma sustentada. Mas, para tal, é preciso que nas nossas actividades quotidianas se afirme uma atitude individual de protecção ambiental. Ora, tal desiderato não se alcançará se neste esforço, que é, afinal, o de devolver à Terra o seu equilíbrio e procurarmos as vias possíveis da sua sustentabilidade, não estiverem envolvidas as nossas crianças e os nossos jovens (OCDE, 1992; Uzzell et al., 1996). Este é o nosso pequeno contributo para atingirmos essa finalidade.
4. Bibliografia
- Carapeto, C., Alves, F. e Caeiro S. (1999). Educação Ambiental. Universidade Aberta.
- Decisão
2002/358/CE, Nações Unidas de 16 de Dezembro de 2006 (Protocolo de Quioto da Convenção-Quadro).
- Guimarães, M. (1995). A dimensão ambiental da educação. Campinas, SP: Papirus.
- Legan, L. (2004). A escola sustentável: eco-alfabetizando pelo ambiente. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paul ; Pirenópolis, GO: IPEC - Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado.
- OCDE (1992). Ecologia e Escola. Porto: Colecção Horizontes, Didáctica-ASA.
- The Earth Works Group (1993). Trinta coisas simples que você pode fazer com energia para salvar a Terra. Lisboa: Difusão Cultural.
- Uzzell, D., Davallon, J., Fontes, P., Gottesdiener, H., Jensen, B., Kofoed, J., Uhrenholdt, G., Vognsen, C. (1996). As Crianças como Agentes de Mudança Ambiental. Porto: Campo das Letras.