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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Saúde e Ambiente na Escola: Desafios para o Futuro!

Realizou-se no dia 24/11/08 na Escola Profissional Amar Terra Verde (EPATV), o “I Fórum de Saúde Escolar "Ambiente e Saúde: Desafios para o Futuro!". Esta actividade foi organizada por alguns elementos da Equipa de Saúde Escolar (a saber, Paulo Martins, Técnico de Saúde Ambiental, Maria do Céu Morais, Enfermeira especialista em Saúde Comunitária e Anabela Alves, Enfermeira especialista em Saúde Comunitária) e a EPATV.

A cerimónia de abertura contou com presença do Coordenador da Sub-região de Saúde de Braga, Dr. Castro Freitas, do Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Eng. José Manuel Fernandes, e do Director do Centro de Saúde de Vila Verde, Dr. Rogério Pinto da Costa.


Cerca de 200 alunos de todos os Agrupamentos de Escolas de Vila Verde, Escola Secundária e Escola Profissional Amar Terra Verde apresentaram as variadas actividades que desenvolvem nas suas escolas em prole do ambiente e da saúde. A partilha de experiências e conhecimentos entre alunos e professores e a valorização das suas iniciativas constitui de forma óbvia um incentivo para que continuem a empenhar-se na defesa do planeta, em geral e deles mesmos, em particular.

A meio da manhã foi servido um lanche com produtos oferecidos, para esta iniciativa, por algumas empresas, tal como a Nestlé, a Jolima, o Intermaché de Vila Verde e a Makro, no sentido de apresentar uma alimentação racional e equilibrada. O almoço foi confeccionado pelos alunos do curso de Restauração da EPATV.

No final do dia a EPATV ofereceu um saco com bolachas feitas pelos alunos e colocou à disposição os produtos oferecidos (iogurtes de várias qualidades, pequenos biscoitos e peças de fruta da época).

Na recta final, este Fórum contou com a intervenção do Professor Doutor Renato Henriques do Departamento de Ciências da Terra da Universidade do Minho.



quinta-feira, 6 de novembro de 2008

I Fórum de Estudantes sobre Saúde Escolar de Vila Verde - Saúde e Ambiente na Escola: Desafios para o Futuro!

Como alguns já devem saber, no dia 24 de Novembro deste ano, irá ser realizado, no Auditório da Escola Profissional Amar Terra Verde de Vila Verde, o I Fórum de Estudantes sobre Saúde Escolar de Vila Verde, cujo título é "Saúde e Ambiente na Escola: Desafios para o Futuro!"

O Fórum é dirigido a toda a comunidade escolar do Concelho de Vila Verde e será o continuar do projecto de comemoração, elaborado pela Unidade de Saúde Pública de Vila Verde, do Dia Mundial da Saúde de 2008, subordinado ao tema "A Protecção da Saúde dos Efeitos das Alterações Climáticas", e que teve o seu início com a abertura deste blog.

O programa deste Fórum é o seguinte:

9h00 – Sessão de Abertura
Director Geral da Escola Profissional Amar Terra Verde, Dr. João Luís Nogueira
Director do Centro de Saúde de Vila Verde, Dr. Rogério Pinto da Costa
Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Eng. José Manuel Fernandes


9h45 – Teatro de Sombras “A gota de água”, Turma do 9.º C da EB 2,3 Pico de Regalados


10h10 – Um contributo para a sustentabilidade, Turma do 12º A da Escola Secundária de Vila Verde


10h30 – PAUSA PARA LANCHE SAUDÁVEL


10h50 – Planeta da Água, Turma do 8.º A e 8.º D da EB 2,3 Prado


11h10 – Brigadas Verdes, Escola Profissional Amar Terra Verde


11h30 – O nosso contributo em defesa do Ambiente, Turma do 9.º B da EB 2,3 Vila Verde


12h30 – ALMOÇO


14h00 – Projecto Eco-Escolas, Escola Profissional Amar Terra Verde


14h30 – Reciclar está na moda, Turmas do 8.º A e 8.ª B da EB 2,3 Ribeira do Neiva


15h00 – Ambiente Saudável, Turma do 8.º ano da EB 2,3 Moure


15h30 – Escola Sustentável, Turma do 9ºC da EB 2,3 Pico de Regalados

16h00 – Sessão de Encerramento e entrega de lembranças aos participantes
Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Ribeira do Neiva, Prof. Estevão Rodrigues da Silva
Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Moure, Prof. Armando Machado
Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Pico de Regalados, Prof. António Rodrigues
Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Prado, Prof. José António Peixoto
Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Vila Verde, Prof. António Augusto Amaro
Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária de Vila Verde, Prof. Luís Monteiro
Autoridade de Saúde de Vila Verde, Dr. José Manuel Araújo

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Wake Up, Freak Out – then Get a Grip

Wake Up, Freak Out – then Get a Grip, um filme de animação realizado por Leo Murray que constitui um excelente trabalho de análise ao impacto do homem nas alterações climáticas do Planeta.



Para saber mais sobre o projecto, veja em http://wakeupfreakout.org/index.html.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Quando tudo parece correr mal, tome uma atitude!

Todos juntos conseguimos!!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Foto do vórtex - Um oceano de plástico

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.

No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.
Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.


Ocean Plastic

O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.

Tartaruga deformada por aro plástico

A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. 'Como foi possível fazermos isso?' - 'Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo'.
Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.


Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave.

Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.



Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico
E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.

Fontes: The Independent, Greenpeace e Mindfully

Ver essas coisas sempre servem para que nós repensemos nossos valores e principalmente nosso papel frente ao meio ambiente, ou o ambiente em que vivemos.

Antes de Reciclar, reduza!
Mensagem enviada pela Prof.ª Isabel Macedo, Escola EB 2/3 de Prado

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Dia Mundial da Monitorização da Água-18/09

Hoje, 18 de Setembro, é oficialmente o Dia Mundial da Monitorização da Água, um projecto internacional de educação que tenta contribuir para a sensibilização pública e para o envolvimento na protecção dos recursos aquáticos, através do envolvimento dos cidadãos na monitorização de alguns parâmetros básicos da qualidade da água dos seus rios e ribeiros locais.

O Dia Mundial da Monitorização da Água é um programa da Federação Ambiental da Água (WEF - Water Environment Federation) e da Associação Internacional da Água (IWA - International Water Association). O principal objectivo do programa é aumentar a consciencialização e o envolvimento público na protecção da água no mundo. Formada em 1928, a WEF é uma organização técnica e educacional sem fins lucrativos com 32 000 membros e 80 Associações Afiliadas, representando mais 50 000 profissionais em qualidade de água por todo o mundo. WEF e as suas Associações membro têm orgulho em trabalhar para atingir a nossa missão que é a de preservar e melhorar o ambiente global da água.

Podes registar o teu local de monitorização, convidar outras pessoas para o teu programa de monitorização, adquirir “kits” de avaliação, submeter relatórios, e encontrar informação adicional sobre a participação no evento visitando o site http://www.worldwatermonitoringday.org/.

Podes, também, consultar a mensagem anterior aqui publica sobre este assunto aqui.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

As cegonhas e as alterações climáticas

As alterações climáticas e o aquecimento global afectam as condiçoes ecológicas das mais diversas regiões da terra. Algumas das perturbações são violentas, catastróficas, e objecto de notícia nos órgãos de comunicação social, sobretudo na televisão que sem pudor repete as imagens de tragédia que ilustram as inundações e as secas, os tornados e os tufões. Outras são mais discretas, silenciosas mas não menos significativas.

No sul de França, em Lattes, na região de Hérault, no inverno as cegonhas já não cumprem o ciclo migratório, voando para a península ibérica ou para o norte de África. Como noticia o Journal du Développement durable, instalaram-se em permanência. A informação foi divulgada por especialistas de La Maison de la Nature que estudam aquelas aves há uma dezena de anos.


Fonte: Jornal de Saúde Ambiental (http://www.teessea.blogspot.com/)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Trabalhos sobre Saúde Ambiental

Aqui ficam alguns trabalhos sobre Saúde Ambiental desenvolvidos pelos alunos da EB 2,3 de Pico de Regalados.









Artigo enviado pela Prof.ª Eugénia Aragão.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Os peixes e os homens têm muitos pontos em comum

Maria João Rocha, professora e investigadora do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental e da CESPU – Cooperativa do Ensino Superior Politécnico e Universitário, foi convidada pela pela editora norte-americana Science Publishers para conceber e editar um livro na área da Fisiologia da Reprodução Animal. «Fish Reproduction» é o título assinado por Maria João Rocha, como 1º editor e encontra-se disponível para venda em vários distribuidores internacionais.

No último Sábado (21/06/2008), a propósito da edição deste livro, a autora foi entrevistada pela revista "NS'". Nessa entrevista, esta autora refere que o peixe e o homem são muito parecidos em vários aspectos, e que as alterações climáticas e os efeitos provocados pelo homem no meio ambiente, já estão a trazer alterações nos peixes, sendo que estas alterações podem provocar efeitos no homem.
Aqui ficam algumas linhas desta entrevista.
"(...)
NS'-O livro fala especificamente sobre animais aquáticos?
Maria João Rocha (MJR)-Sempre trabalhei com animais aquáticos, nomeadamente com peixes. São animais que englobam um número variadíssimo de espécies - à volta de 28 mil -, o que significa que a quantidade de trabalhos que podem realizar-se é enorme. Na primeira parte do livro tentei focar a parte da reprodução dos animais nos seus habitats normais. Foi por isso que tentei contactar pessoas que trabalham com animais no Árctico ou em zonas tropicais. Procurei também animais que são pouco falados do ponto de vista da reprodução em termos de publicações, como tubarões e os cavalos-marinhos.

NS'-Existem ainda muitos lugares onde o habitat não tenha grande interferência humana?
MJR-Não muitos, infelizmente. Mas ainda existem alguns. Aproveitamos enquanto existem porque as mudanças climáticas e a diminuição dos stocks marinhos podem levar à extinção de espécies, e todos sabemos que o peixe como alimento é fundamental para o desenvolvimento do homem. O homem só é homem porque fez uma alimentação rica em peixe. Há estudos publicados a demonstrar que a presença do homem na Terra só foi possível devido ao consumo de peixe.

NS'-Na segunda parte do livro foram verificar o que se passa em ambientes poluídos?
MJR-Sim, fomos ver os efeitos do ambiente poluído nas espécies, Analisando quais os mecanismos por detrás da infertilidade dos animais e que efeitos pode isso ter para o homem. Porque o peixe e o homem poderecem seres muito distantes na escala animal mas, a nível celular e molecular, têm muitos pontos em comum. Como estamos no topo da cadeia alimentar e nos alimentamos desses animais que, não sendo doentes, não são saudáveis a cem por cento, esse problema vai ser transmitido para nós próprios.

NS'-Qual o grau de contaminação que estamos a falar? Em Portugal há motivos para nos preocuparmos?
MJR-Há sempre motivos para nos preocuparmos quando vemos os nossos rios e mares a serem poluídos. Não há é motivo para alarmismos, porque não temos ainda dados suficientes em Portugal para entrar por esse caminho. É conhecido que a ingestão de animais contaminados leva ao aumento da incidência do cancro da próstata e da infertilidade, isso são dados publicados internacionalmente em países muito grandes. Na China, por exemplo. Em portugal, as coisas são mais controladas, existem estações de tratamento, não há tantos esgotos lançados para o ambiente sem tratamento, além de que não estamos a falar de tantas pessoas...Porque quem polui são os seres humanos, que lançam para os rios e cursos de água tudo aquilo que ingerem...desde medicamentos, que depois são eliminados pelas fezes e urina, produtos industriais...tudo isso forma uma espécie de coktail poluente que pode ser prejudicial.

NS'-Quando compra peixe, fá-lo de maneira completamente diferente das outras pessoas?
MJR-Sim...Vejo os sítios de onde vem. Se é do Pacífico é melhor, porque à partida tem menos poluição.
NS'-Pode dar-nos algumas dicas?
MJR-O Atlântico Norte tem alguns possíveis problemas por causa das plataformas petrolíferas. Aqui a costa portuguesa, à partida, não tem problema nenhum. Procuro sempre ver se é de zonas que eu já sei que são mais problemáticas e fujo mais, mas se calhar é uma questão pessoal...
(...)"

terça-feira, 17 de junho de 2008

Desertificação pode avançar 1 km por ano

O relatório, elaborado pela organização global de defesa da natureza World Wide Fund for Nature e pelo Centro de Ecologia Aplicada Professor Baeta Neves do Instituto Superior de Agronomia, aborda um cenário de gestão adequada do sobreiro e outro de gestão inadequada.
No cenário de gestão inadequada dos povoamentos de sobreiro e não concretização do potencial de expansão da espécie, em 2020 os indicadores de densidade e de área florestal continuarão a regredir, de acordo com as conclusões antecipadas pelo WWF. O documento precisa que 40% dos povoamentos terão menos de 40 sobreiros por hectare e somente 15% deles terão mais de 80 árvores por hectare, sendo de 1% a taxa anual de regressão da floresta, o que conduzirá a avanço da desertificação a uma taxa superior a mil metros por ano. O relatório acentua a importância do sobreiro como "instrumento fundamental" no combate à desertificação, devido à elevada biodiversidade gerada pelo montado e pelos bosques de sobreiro, à sua grande capacidade de produção de matéria orgânica e à sua eficiência na retenção e infiltração de água no solo. Lançamento de um programa de protecção integrada do sobreiro contra pragas e doenças, expansão e a aplicação da certificação florestal (que beneficia apenas 6% da floresta portuguesa) e desenvolvimento do mercado de carbono (compensação financeira pela plantação e manutenção de folhosas como "sumidouros" deste gás) são medidas propostas. Se for conseguida a gestão adequada das áreas de sobreiro, através de boa práticas que assegurem a sua regeneração natural e invertem a sua diminuição, o relatório prevê um cenário mais optimista: em 2020, os níveis de densidade de 1995 poderão ser repostos, pois apenas 20% dos povoamentos terão menos de 40% por hectare e metade deles terão mais de 80. A expansão do sobreiro corresponde a uma "estratégia activa face a um cenário de alterações climáticas irreversível", pelo que o estudo dá prioridade à instalação da espécie (além de pinheiro manso e azinheira), nomeadamente nos distritos de Beja, Évora, Portalegre, Setúbal e Coimbra. Num cenário de expansão do sobreiro, "numa estratégia de adaptação da floresta às alterações climáticas e prevendo-se a manutenção da actual taxa nacional de esforço de arborização de 1%/ano, em 2020 verificar-se-á o aumento de cerca de 20% da actual área de distribuição da espécie, contribuindo para a manutenção da fronteira da desertificação próxima dos limites actuais", acrescenta o relatório da WWF. Se não forem tomadas medidas contra a diminuição da área ocupada pelo sobreiro dentro de 12 anos, o avanço da desertificação em Portugal vai ser superior a mil metros por ano, segundo um relatório que vai ser apresentado hoje em Lisboa.

Nota: Notícia publicada pelo "Jornal de Notícias", edição de 2008/06/17

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Alterações climáticas

Mensagem enviada pela Prof.ª Beatriz Santos, Professora da Escola Secundária de Vila Verde.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Dia mundial do ambiente


Hoje, dia 5 de Junho, é dia mundial do Ambiente.

A propósito, vale a pena dar uma espreitadela a este sítio http://www.savemorethanfuel.eu/.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

O pálido Ponto Azul...

Com voz de Carl Sagan, aqui fica um pequeno vídeo que toda a gente deveria vêr.
Vale a pena vêr e reflectir...

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Impacto ambiental zero

De forma a consciencializar as pessoas da sua pegada ecológica, e de como diminuir esse impacto no ambiente, a marca de automóveis OPEL tem um projecto que poderá encontrar em http://www.impactozero.com/. Neste sitio poderá determinar o tamanho da sua pegada ecológica, bem como descobrir formas de diminuir a poluição na condução automóvel.
Além disso, este é um projecto móvel que passará pelo Centro Comercial Braga Parque em Braga, nos dias 6, 7 e 8 de Junho entre as 10h e as 24h.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Implicações das alterações climáticas em Portugal e cenários

Em Portugal a emissão de gases com efeito de estufa, (dióxido de carbono, metano e óxidos de azoto), tem vindo a aumentar. Os transportes cresceram 100% e a energia 60%, sendo estas áreas as principais responsáveis pelo aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2).

Este é o gás com emissões mais elevadas, seguido do metano e do óxido nitroso (N2O), constatando-se que nem sempre as florestas contribuem como sumidouro de dióxido de carbono (CO2), podendo tornar-se um emissor de GEE (gases com efeito de estufa).

Em Portugal os poluentes que mais contribuem para a degradação da qualidade do ar são o ozono troposférico e as partículas. Estes são os mais preocupantes em termos de Saúde Pública já que estimam-se em mais de 600.000 o número de asmáticos em Portugal.


No âmbito das ondas de calor, prevê-se um aumento progressivo destes fenómenos em Portugal, constituindo os muito jovens, os idosos e os doentes crónicos os principais grupos de risco, salienta-se que desde 2004 a DGS implementou o Plano de Contingência das Ondas de Calor, de modo a mitigar os efeitos das ondas de calor na saúde pública, envolvendo as Administrações Regionais de Saúde, a Autoridade Nacional de Protecção Civil, o Instituto de Meteorologia, o Instituto Nacional de Emergência Médica, o Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, além dos valores da temperatura, do índice ÍCARO que associa a morbilidade e a taxa de mortalidade ao calor, entra-se também em linha de conta com o índice de radiações Ultra Violeta e com os níveis de Ozono.

A estratégia Europeia para o Desenvolvimento Sustentável, tem como objectivo limitar o aumento da temperatura média da superfície terrestre a 2ºC.

Prevê-se uma diminuição do escoamento dos rios na Primavera, Verão e Outono até 2050, 10% a Norte do Douro e 50% na região do Algarve, podendo em 2100 na região do Algarve alcançar os 80% de redução. Este fenómeno potenciará os fenómenos de poluição das linhas de água em virtude da sua capacidade de auto depuração ser menor, associado a uma menor concentração do oxigénio dissolvido, prevendo-se o aumento dos fenómenos de eutrofização, podendo contribuir para uma deterioração da qualidade da água.


Prevê-se uma maior tendência para o acréscimo de precipitação na época húmida, aumentando as chuvadas intensas e a probabilidade de cheias, com particular incidência na região Norte.

É expectável um aumento das temperaturas ao nível do subsolo, correspondendo a um aumento dos níveis de sais na água devido ao aumento das taxas de evapotranspiração, prevendo-se também o aumento da intrusão salina nos aquíferos costeiros devido à subida do nível médio do mar e à sobre exploração do recurso, devido ao aumento da pressão sobre os recursos hídricos.


Em termos de vectores de doenças existentes no país a Direcção-Geral da Saúde implementou a nível nacional o Programa REVIVE, em colaboração com as Administrações Regionais de Saúde IP e com o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, para fazer o levantamento dos vectores de doença existentes nas várias Regiões e avaliar os futuros riscos previsíveis face às alterações climáticas, estando neste momento a decorrer.

Em termos de vectores existem previsões para a região do vale do Sado. Observa-se a presença disseminada de Anopheles atroparvus, vector das espécies europeias de plasmódios.

Os cenários das alterações climáticas indicam ser provável que o clima da área se torne mais favorável à sobrevivência do anófeles e ao desenvolvimento dos plasmódios e assim estar favorecida potencialmente a transmissão da doença. Contudo, se não estiverem presentes vectores infectados o risco potencial de contrair malária deverá manter-se baixo. Mesmo com a introdução de uma população de mosquitos infectados não será de prever um risco elevado, uma vez que os seres humanos infectados seriam tratados, o que diminuiria a prevalência de parasitas, para além de que esta espécie de mosquitos tem uma baixa atracção pelos seres humanos, preferindo alimentar-se de animais.

Também existem condições no futuro para a ocorrência da Febre do Nilo Ocidental, cujo agente responsável é um flavivírus, podendo este ser transmitido pelo Anopheles atroparvus. No entanto não existem relatos recentes de vectores infectados e transmissão local aos seres humanos concluindo-se que o risco, actualmente, é pequeno.


Prevê-se também um aumento das doenças causadas pelos protozoários do género Leishmania, transmitidos ao homem após picada das fêmeas de flebótomos do género Phlebotomus perniciosus e Phlebotomus ariasi.


Prevê-se também o aumento das doenças transmitidas por ixodídeos (carraças), como a febre Escaro-Nodular e a Doença de Lyme.

Face ao exposto é previsível que as alterações climáticas potenciem os seguintes aspectos:
  • Aumento das doenças e mortalidade associada às Ondas de Calor;
  • Aumento da prevalência das Doenças respiratórias e cardiovasculares associadas aos fenómenos de poluição atmosférica;
  • Aumento do número de mortes, acidentados e perturbações metais associadas às inundações, tempestades, secas e fogos florestais;
  • Aumento de Doenças vinculadas pela água e os alimentos;
  • Alteração da incidência de doenças transmitidas por vectores:

Fonte: A Protecção da Saúde dos Efeitos das Alterações Climáticas, Paulo Diegues, Claudia Weigert, Vítor Martins, Direcção Geral da Saúde (http://www.dgs.pt/)

terça-feira, 22 de abril de 2008

Dia Mundial da Terra - 22 de Abril

Em resposta à degradação generalizada do ambiente, Gaylord Nelson, um senador do estado do Wisconsin dos Estados Unidos da América, promoveu um evento de divulgação da degradação do ambiente, ou Dia da Terra, a realizar no dia 22 de Abril de 1970. Mais de 20 milhões de pessoas participaram nesse ano, e o Dia da Terra é comemorado, actualmente, todos os anos no dia 22 de Abril por mais de 500 milhões de pessoas, em mais de 175 países. Este dia, tal como todos os dias mundiais, serve de pretexto para a reflexão dos problemas que afectam o nosso planeta e, desta forma, promover soluções e/ou estratégias que possam diminuir as alterações provocadas pelas actividades do Homem.

São vários os sinais demonstrativos dos “abusos” ambientais do Homem no Planeta Terra. Vejamos apenas 3 exemplos:

  • Diminuição da quantidade e da qualidade da água potável existente, fruto da poluição aquática e do uso irracional da água;
  • O aquecimento global do planeta, fruto do efeito de estufa e do(s) buraco(s) na camada de ozono da atmosfera terrestre resultante, em grande parte, da poluição atmosférica;
  • A diminuição das florestas, devido ao aumento populacional, fogos florestais e mau planeamento do território.
Estes são apenas 3 exemplos dos múltiplos problemas que nos afectam devido a erros cometidos no passado. Será que nos podemos dar ao luxo de continuar ou de volta a comete-los?

Os dados demonstram que cada vez mais a saúde das pessoas é afectada pelos problemas ambientais. Por isso, cabe a cada um de nós realizar pequenos gestos para alterar o rumo dos acontecimentos.

Ficam aqui, alguns conselhos para diminuir a poluição produzida por cada um.

O que podemos fazer em casa:
  • Substituir as lâmpadas incandescentes por lâmpadas florescentes compactas ou por outras de baixo consumo.
  • Utilizar as máquinas de lavar loiça ou de lavar roupa apenas quando estiverem completamente cheias.
  • Tomar duche em vez de banho de imersão.
  • Quanto menor for a embalagem, mais embalagens são necessárias para a mesma quantidade de produto. Por isso, sempre que possível, compre embalagens de maior formato e coloque na reciclagem os materiais que embalem os produtos.
  • Plantar uma árvore ou compre plantas para o interior de casa, porque as árvores e as plantas utilizam o dióxido de carbono e produzem oxigénio.
  • Comprar electrodomésticos que pertençam à classe de eficiência A.
  • Desligar os aparelhos que se estão a utilizar e não os manter em “stand-by”.
  • Alinhe frequentemente a direcção do seu carro e mantenha os pneus em bom estado e com a pressão de ar correcta. Se o fizer, diminui o consumo de combustível e por isso diminui a emissão de fumo.
  • Quando trocar de automóvel, escolha modelos menos poluentes. Nem sempre a escolha de
    automóveis a gasóleo (combustível mais poluente) se justifica.

O que podemos fazer no trabalho:

  • Elimine impressões desnecessárias e reduza as embalagens necessárias para expedição.
  • Encoraje o envio de documentos por correio electrónico. Quando for necessário a impressão em papel, utilize ambos os lados e utilize papel antigo como rascunho.
  • Na compra de produtos, faça da protecção do ambiente, e não só do preço, um factor decisivo na escolha.
  • Ter plantas nos locais de trabalho, melhora a qualidade do ar, pois elas produzem oxigénio e destroem dióxido de carbono.
  • Faça reciclagem de embalagens, e não se esqueça de preferir pilhas recarregáveis e tinteiros reciclados.

O que podemos fazer na escola:

  • Organize um dia de limpeza da escola e da área envolvente. Projectos de embelezamento, tais como plantação de árvores, são soluções rápidas para muitos problemas e são, frequentemente, simples de se realizar.
  • Diminua o consumo de papel utilizando os dois lados das folhas de papel, comprando papel reciclado e não se esqueça de colocar um recipiente para reciclar papel em cada sala de aula.
  • Recolha tinteiros de impressoras, faxes e fotocopiadoras para reciclar.
  • Cria uma mascote ambiental para a sua escola. Realize um concurso entre turmas para verificar quem inventa a melhor mascote e o melhor lema.
  • No Dia Mundial da Terra, faça com que cada um escreva num papel uma maneira para ajudar o Planeta. Publique as ideias e implemente as que forem possíveis.
  • Realize sessões e eventos nas rotinas diárias da escola sobre questões ambientais, tais como convidar especialistas para falar, vendo documentários ou fazendo visitas de estudos a zonas verdes.
  • Faça um concurso para verificar a quantidade de lixo que cada turma produz após o almoço ou para verificar a quantidade de resíduos que cada turma consegue reciclar. Mantenha um gráfico actualizado para verificar qual a turma que menos lixo produz ou que mais recicla.
  • Realize uma auditoria energética e verifique se não é possível aplicar lâmpadas mais económicas, diminuir consumos ou substituir aparelhos por outros mais económicos.

Estas são apenas algumas sugestões.

Cada um de nós pode (e deve pensar!) em novas maneiras de preservar a Terra.

Há sempre 2 faces na mesma moeda...


segunda-feira, 21 de abril de 2008

Green cork

Comece já hoje a juntar as suas rolhas de cortiça! A partir de dia 22 de Abril (Dia da Terra) será iniciada a recolha nos restaurantes.
No Dia 5 de Junho (Dia Mundial do Ambiente) já poderá colocar as suas rolhas nos "Rolhinhas" dos Hipermercados Continente.
Posteriormente iremos alargar a outros locais.
Assiste-se, actualmente, a uma grande pressão sobre as rolhas de cortiça, produto vital na cadeia de valor acrescentado que beneficia as comunidades rurais e que garante igualmente a sustentabilidade económica de todas as aplicações de cortiça. Esta pressão provém de produtos alternativos (vedantes sintéticos e cápsulas de alumínio), que são derivados do petróleo e do alumínio, indústrias ambientalmente nocivas. Há, pois, que defender a rolha de cortiça como produto que garantiu e deverá continuar a garantir a manutenção do montado de sobreiros, um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do continente europeu e que se estima absorver, por ano, 4,8 milhões de toneladas de CO2, um dos principais gases causadores do efeito estufa e do consequente aquecimento global.
Como a cortiça é a própria casca da árvore, também retém CO2 e ao ser reciclada, evitam-se emissões deste gás para a atmosfera, contrariamente ao que acontece quando se decompõe ou é incinerada.
O GREEN CORK é um Programa de Reciclagem de Rolhas de Cortiça desenvolvido pela Quercus, em parceria com a Corticeira Amorim, a Modelo/Continente e a Biological. Tem como objectivo não só a transformação das rolhas usadas noutros produtos, mas, também, com o seu esforço de reciclagem, permitir o financiamento de parte do Programa “CRIAR BOSQUES, CONSERVAR A BIODIVERSIDADE”, que utilizará exclusivamente árvores que constituem a nossa floresta autóctone, entre os quais o Sobreiro, Quercus suber.
O projecto foi construído tendo por base a utilização de circuitos de distribuição já existentes, o que permite obtermos um sistema de recolha sem custos adicionais, que possibilita que todas as verbas sejam destinadas à plantação de árvores. Tudo isto sem aumentar as emissões de CO2!
As rolhas de cortiça recicladas nunca são utilizadas para produzir novas rolhas, mas têm muitas outras aplicações, que vão desde a indústria automóvel, à construção civil ou aeroespacial.
A internacionalização do projecto está já a ser negociada. Em breve, as rolhas usadas de outros países europeus começarão a ser recicladas em Portugal, dentro de um esquema montado a partir daqui, resultando num contributo adicional para o esforço de reflorestações e conservação de florestas autóctones portuguesas.
Este exemplo único de exploração de uma floresta autóctone, que conseguiu ao longo dos tempos conciliar criação de riqueza, serviço ambiental e impacto social positivo, irá agora completar este ciclo, renovando a própria floresta que esteve na sua origem.
Mais informações em http://www.earth-condominium.com/

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Efeitos indirectos das alterações climáticas na saúde e no ambiente

Os principais efeitos indirectos das alterações climáticas prendem-se com a alteração da qualidade da água, diminuição da água potável disponível, subida do nível médio do mar, aumento das doenças de origem hídrica e da área alimentar, aumento dos fenómenos de poluição atmosférica, alteração da distribuição geográfica de vectores de agentes que podem provocar doenças, diminuição da produtividade agrícola e efeitos sócio-económicos.


Ao nível da água potável disponível para consumo humano, prevê-se uma diminuição das suas reservas motivada pelo aumento dos períodos de seca e da sua severidade. Por outro lado os fenómenos de poluição fazem-se sentir com maior equidade em virtude de o meio hídrico possuir menor capacidade de auto depuração e menor capacidade de oxigenação. As cheias contribuirão para o arrastamento de inertes e de pesticidas, hidrocarbonetos e outros poluentes para o meio hídrico e facilitarão as contaminações cruzadas entre as redes de esgotos as redes de água potável, em virtude de o índice de roturas aumentar e permitir uma maior contaminação.

Alguns eventos climáticos podem alterar a qualidade da água e por consequência levar à contaminação dos alimentos e provocar surtos de doenças de origem alimentar (frutas e vegetais podem ser contaminados por patogénicos presentes na água, como Cyclospora e Cryptosporidium spp).

As doenças de origem hídrica, como as doenças diarreicas, e a cólera, tenderão a aumentar, assim como as doenças de origem alimentar, (as salmoneloses aumentarão 5 a 10% por cada 1ºC de aumento da temperatura, desde que a temperatura ambiente seja pelo menos 5ºC). Foram registados mais casos de toxicoinfecções alimentares durante verões anormalmente quentes, quer no Reino Unido quer na Austrália. A falta de higiene e de controlo de temperatura, desde a produção até ao consumidor final, pode interagir com as alterações climáticas permitindo o crescimento de patogénicos.

Por outro lado, em países temperados, o clima mais ameno e os Invernos mais suaves aumentarão provavelmente a abundância de moscas e outras espécies de pragas durante os meses de Verão.

As alterações climáticas podem aumentar a exposição do homem a toxinas naturais. Temperaturas globais mais quentes podem aumentar a exposição humana a cianotoxinas quer através do abastecimento de água para consumo humano quer através das águas recreativas. Mares mais quentes poderão levar também ao aumento dos casos de intoxicação humana por bivalves. De modo semelhante a produção de micotoxinas, como as aflatoxinas, poderá aumentar, já que estas são produzidas por fungos que crescem em cereais armazenados, em condições de calor e humidade elevados.

Os surtos epidemiológicos associados a doenças de origem hídrica ocorrerão com maior frequência devido à Escherichia coli, Salmonella, Campylobacter, etc…, sendo os países pobres os mais susceptíveis a estes fenómenos, devido em parte à falta de infra estruturas de saneamento básico, ao défice no tratamento da água e no correcto encaminhamento e tratamento das águas residuais. As crianças serão o principal grupo de risco.

A subida do nível médio do mar entre 10 e 88 cm até ao ano 2100, afectará as zonas costeiras, aumentando o risco de cheias (1/3 da população Mundial vive em áreas até 60 km da linha de costa), assim como aumentará o risco de intrusão salina e aumentará a percentagem de água insalubre.

Os fenómenos de poluição atmosférica tendem a aumentar com a ocorrência das alterações climáticas. Por cada grau centígrado de aumento de temperatura devido à emissão de dióxido de carbono (CO2) corresponde a um aumento de 1000 mortes associadas aos fenómenos de poluição nos Estados Unidos.

O dióxido de carbono (CO2) emitido para a atmosfera contribui para o efeito de estufa e potencia a formação de vapor de água e de ozono (O3) na troposfera, principalmente nas zonas poluídas, com compostos orgânicos voláteis, aumentando a severidade da doença da asma, (o ozono sendo um oxidante forte poderá criar lesões nas vias respiratórias). Nos Estados Unidos 100000 mortes estão associados a fenómenos de poluição atmosférica e o aumento do ozono troposférico associado ao aumento do índice de partículas levará a um acréscimo de mais 20000 mortes ano. Os óxidos de azoto (NOx) são também um dos percursores do ozono que é sensível à temperatura, e é influenciado pelas alterações climáticas, contribuindo para um aumento da concentração de ozono (O3) na troposfera, em associação com os compostos orgânicos voláteis (VOC) e o aumento do índice de partículas PM10 e PM2,5, potenciam a ocorrência de doenças respiratórias (asma, bronquite e cancro pulmonar) e doenças cardiovasculares.

O dióxido de carbono (CO2) favorece a estabilidade associada à humidade e à presença de PM2,5 (partículas inferiores a 2,5μ), em virtude da temperatura do ar aumentar mais do que ao nível do solo, aumenta a estabilidade, diminui a turbulência, a velocidade do vento é menor e a dispersão é reduzida, potenciando os fenómenos de poluição atmosférica.

Na União Europeia 370000 pessoas morrem prematuramente devido aos fenómenos de poluição atmosférica, que principalmente agravam as doenças crónicas respiratórias e as cardiovasculares, aumentando a taxa de morbilidade e mortalidade.

Os poluentes atmosféricos que mais contribuem para a mortalidade são as partículas PM10 e PM2,5 e os níveis de ozono troposférico, os quais são potenciados pelos fenómenos de alteração climática, que influenciam a dispersão atmosférica e a diminuição da qualidade do ar.A poluição atmosférica está associada à diminuição da função pulmonar, potenciando as infecções respiratórias (asma, bronquites crónicas, etc.), sendo os principais grupos de risco as crianças, os idosos e os doentes crónicos. As alterações climáticas levam a alterações na quantidade, qualidade e distribuição do pólen, já que o dióxido de carbono (CO2) potencia a sua formação, o que levará a um aumento da ocorrência de fenómenos alérgicos.

Apesar da espessura da camada de ozono na estratosfera não estar directamente associada às alterações climáticas, tem tendência a diminuir, em virtude da emissão dos CFC (cloro flúor carbonetos) permitindo a passagem dos raios ultra violetas que são prejudicais à saúde, prevendo-se o aumento dos cancros de pele e o aumento de cataratas e de cegueiras.
Nos Estados Unidos consta-se que 39% das emissões de dióxido de carbono (CO2) estão associadas a residências e edifícios comerciais, contribuindo o sector dos transportes com 33% (60% é de veículos pessoais) e a indústria com 28%. Em Portugal 28% das emissões de dióxido de carbono (CO2) estão associadas ao sector de produção e transformação de energia e 23% ao sector dos transportes.

Os vectores de agentes que provocam doenças (insectos, roedores, mosquitos, etc.) reagem às alterações da temperatura, humidade relativa e precipitação, que podem alterar quer o seu ciclo de vida quer o ciclo de vida dos agentes patogénicos que transportam. O aumento dos períodos quentes em detrimento do Inverno pode levar a alterações do seu habitat e da sua distribuição geográfica.As doenças transmitidas por vectores têm tendência a aumentar, salientando-se as seguintes:

  • A malária (transmitida por mosquitos do género Anopheles infectados por parasitas do género Plasmodium), afecta entre 350 a 500 milhões de pessoas em todo o planeta e provoca mais de 1 milhão de mortes, principalmente crianças. O mosquito e o seu parasita são sensíveis à temperatura (o mosquito sobrevive entre os 10ºC e os 40ºC e o parasita mantém-se activo entre os 15ºC e os 35ºC);

  • O Dengue transmitido por um mosquito do género Aedes infectado pelo vírus do Dengue tem tendência a aumentar, prevendo-se que a população exposta ao Dengue e à Malária aumente até 25% no Continente Africano até 2100;

  • A febre-amarela, transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti infectado por um vírus do género Flavivírus tem causado uma taxa de mortalidade no mundo inteiro, principalmente Continente Africano, Ásia e América do Sul;

  • A febre do Nilo Ocidental, transmitido por mosquitos infectados (de espécies do género Anopheles, e do género Culex) por um flavivírus. As alterações climáticas podem vir a determinar taxas mais elevadas de prevalência desta doença.

  • As Leishmaniases têm tendência a aumentar. Os protozoários causadores desta patologia são transmitidos a partir de reservatórios animais aos seres humanos, pela picada das fêmeas de insectos do género Phlebotomus e Lutzomya, sendo os cães e as raposas os principais reservatórios;

  • A Doença de Lyme, transmitida por artrópodes do género Ixodes, apresenta uma maior incidência nos países do centro da Europa (Áustria e Eslovénia);

  • Algumas doenças tropicais como o Chikungunya transmitida principalmente por mosquitos do género Aedes, apareceram agora na Europa, em Itália.

  • Vários vectores de agentes que provocam a doença influenciam o risco de transmissão destas doenças, incluindo a actividade do vector adulto e o grau de infecciosidade do agente patogénico nos vectores e reservatórios.

As alterações climáticas têm um efeito positivo na diminuição da taxa de mortalidade devido ao frio (hipotermia).

Existem também efeitos psicológicos pós-traumáticos associados aos efeitos meteorológicos extremos, como a perda de bens associados a cheias, secas, incêndios, ou à perda de entes queridos.

Do ponto de vista económico o relatório Stern prevê grandes perdas, como a diminuição das colheitas agrícolas, ocupação de áreas pela subida do nível do mar, grande parte das zonas costeiras estariam em risco, apontando que o investimento actual de 1% do PIB mundial, representaria evitar a perda de 20% do PIB mundial nos próximos 50 anos, a expansão das áreas áridas devido à seca pode representar a perda de 26 biliões de dólares na perda de culturas.

Fonte: A Protecção da Saúde dos Efeitos das Alterações Climáticas, Paulo Diegues, Claudia Weigert, Vítor Martins, Direcção Geral da Saúde (http://www.dgs.pt/)

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Ano Internacional do Planeta Terra

A reunião geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova Iorque, proclamou o ano de 2008 como o Ano Internacional do Planeta Terra. No âmbito desta comemoração, serão realizadas actividades durante 3 anos, desde 2007 a 2009.
Para isso, foram criados os sítios www.yearofplanetearth.org e www.progeo.pt/aipt, onde podem obter uma série de informações e dados sobre o Planeta Terra e impactos provocados pela presença do Homem.