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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Foto do vórtex - Um oceano de plástico

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.

No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.
Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.


Ocean Plastic

O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.

Tartaruga deformada por aro plástico

A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. 'Como foi possível fazermos isso?' - 'Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo'.
Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.


Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave.

Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.



Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico
E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.

Fontes: The Independent, Greenpeace e Mindfully

Ver essas coisas sempre servem para que nós repensemos nossos valores e principalmente nosso papel frente ao meio ambiente, ou o ambiente em que vivemos.

Antes de Reciclar, reduza!
Mensagem enviada pela Prof.ª Isabel Macedo, Escola EB 2/3 de Prado

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Semana Europeia da Mobilidade - 16 a 22 de Setembro de 2008



De 16 a 22 de Setembro os cidadãos europeus terão a oportunidade de gozar uma semana inteira dedicada à mobilidade sustentável. O seu objectivo é facilitar um debate alargado sobre a necessidade de mudanças de comportamentos em relação à mobilidade, especificamente no que se refere à utilização do automóvel particular. Como já é hábito, o Dia sem Carros (22/09) será o culminar das actividades de toda a Semana.


O tema apresenta-se como uma oportunidade

...para os municípios:
Este é um tema que incentiva os municípios a reafectarem espaço viário ao tráfego não motorizado e que acentua a necessidade de melhorar a qualidade do ar a nível local, o que representa uma das grandes preocupações da União Europeia e dos seus Estados-membros.
Por outro lado, podem ensaiar novas soluções de transporte, a fim de avaliar da sua viabilidade e popularidade.

Oferece uma excelente oportunidade para se reflectir sobre a que fins se devem verdadeiramente destinar as ruas das nossas urbes.

...para os cidadãos:
Podem questionar-se sobre como vêem a sua cidade e o que pretendem para o seu futuro. Ruído? Congestionamentos? Má qualidade do ar? ...Deve o ordenamento das ruas/bairros residenciais potenciar o tráfego motorizado ou, antes, ter em mente a sua utilização como espaço social?


terça-feira, 29 de julho de 2008

Sacos de plástico

Foram publicadas a 23 de Julho de 2008, duas resoluções da Assembleia da República (32/2008 e 33/2008) no sentido de incentivar o Governo português a desenvolver estratégias para redução do uso de sacos de plástico e para incentivar ao uso de sacos reutilizáveis.

Vale a pena ler o que diz a Resolução n.º 32/2008:

"A Assembleia da República, (...), recomenda ao Governo o seguinte:
1- Que promova, desde já e até 2013, campanhas de sensibilização ao consumidor visando a redução e cessação do uso de sacos de plástico de compras convencionais e sua substituição por sacos reutilizáveis como as tradicionais alcofas, sacos de pano ou troleys.

2 — Que promova, desde já e até 2013, junto das grandes superfícies comerciais o desenvolvimento de estratégias para a redução do uso de sacos de plástico de compras convencionais, como a criação de condições para tornar mais fácil e apetecível a utilização de sacos reutilizáveis, disponibilizados ou não pelas superfícies, designadamente através de um desconto simbólico na factura das compras a quem prescindir de levar sacos de plástico convencionais.

3 — A obrigatoriedade dos sacos de plástico convencionais conterem mensagem alertando para os impactes ambientais e energéticos negativos dos mesmos e sensibilizando para a sua substituição por sacos reutilizáveis.
4 — Que crie prémios e outros incentivos financeiros ou fiscais para promoção do desenvolvimento de tecnologias de produção de plásticos (e novos materiais substitutos) com recurso a fontes renováveis (excluindo assim o recurso a derivados do petróleo) que envolvam preferencialmente como matéria -prima produtos secundários de agricultura, pesca e indústria e que tenham como um dos produtos resultantes sacos de plástico biodegradáveis e compostáveis.

5 — Que crie prémios e outros incentivos financeiros ou fiscais para as autarquias e outras entidades públicas responsáveis por sistemas de gestão de resíduos sólidos urbanos procederem à progressiva substituição, até 2013, dos sacos de lixo convencionais (feitos a partir de derivados do petróleo) por outros totalmente biodegradáveis e compostáveis.

6- A proibição, até 2013, do uso de sacos de plástico de compras não totalmente biodegradáveis."
Para saber os impactos do sacos de plástico no ambiente e as políticas seguidas por alguns países acerca deste assunto, vale a pena ver o seguinte vídeo