Mostrar mensagens com a etiqueta Floresta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Floresta. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Trabalhos sobre Saúde Ambiental

Aqui ficam alguns trabalhos sobre Saúde Ambiental desenvolvidos pelos alunos da EB 2,3 de Pico de Regalados.









Artigo enviado pela Prof.ª Eugénia Aragão.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Desertificação pode avançar 1 km por ano

O relatório, elaborado pela organização global de defesa da natureza World Wide Fund for Nature e pelo Centro de Ecologia Aplicada Professor Baeta Neves do Instituto Superior de Agronomia, aborda um cenário de gestão adequada do sobreiro e outro de gestão inadequada.
No cenário de gestão inadequada dos povoamentos de sobreiro e não concretização do potencial de expansão da espécie, em 2020 os indicadores de densidade e de área florestal continuarão a regredir, de acordo com as conclusões antecipadas pelo WWF. O documento precisa que 40% dos povoamentos terão menos de 40 sobreiros por hectare e somente 15% deles terão mais de 80 árvores por hectare, sendo de 1% a taxa anual de regressão da floresta, o que conduzirá a avanço da desertificação a uma taxa superior a mil metros por ano. O relatório acentua a importância do sobreiro como "instrumento fundamental" no combate à desertificação, devido à elevada biodiversidade gerada pelo montado e pelos bosques de sobreiro, à sua grande capacidade de produção de matéria orgânica e à sua eficiência na retenção e infiltração de água no solo. Lançamento de um programa de protecção integrada do sobreiro contra pragas e doenças, expansão e a aplicação da certificação florestal (que beneficia apenas 6% da floresta portuguesa) e desenvolvimento do mercado de carbono (compensação financeira pela plantação e manutenção de folhosas como "sumidouros" deste gás) são medidas propostas. Se for conseguida a gestão adequada das áreas de sobreiro, através de boa práticas que assegurem a sua regeneração natural e invertem a sua diminuição, o relatório prevê um cenário mais optimista: em 2020, os níveis de densidade de 1995 poderão ser repostos, pois apenas 20% dos povoamentos terão menos de 40% por hectare e metade deles terão mais de 80. A expansão do sobreiro corresponde a uma "estratégia activa face a um cenário de alterações climáticas irreversível", pelo que o estudo dá prioridade à instalação da espécie (além de pinheiro manso e azinheira), nomeadamente nos distritos de Beja, Évora, Portalegre, Setúbal e Coimbra. Num cenário de expansão do sobreiro, "numa estratégia de adaptação da floresta às alterações climáticas e prevendo-se a manutenção da actual taxa nacional de esforço de arborização de 1%/ano, em 2020 verificar-se-á o aumento de cerca de 20% da actual área de distribuição da espécie, contribuindo para a manutenção da fronteira da desertificação próxima dos limites actuais", acrescenta o relatório da WWF. Se não forem tomadas medidas contra a diminuição da área ocupada pelo sobreiro dentro de 12 anos, o avanço da desertificação em Portugal vai ser superior a mil metros por ano, segundo um relatório que vai ser apresentado hoje em Lisboa.

Nota: Notícia publicada pelo "Jornal de Notícias", edição de 2008/06/17